Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI
Escola de Ciências da Saúde · Curso de Educação Física

Realizado no âmbito da XXIX Jornada Científica do Curso de Educação Física

I Seminário PIBID
UNIVALI

Subprojeto Educação Física

Anais 2025 · Exposição de banners
25 e 26 de junho de 2025
UNIVALI - Campus Itajaí
Itajaí, Santa Catarina

Expediente

EventoI Seminário PIBID UNIVALI - Subprojeto Educação Física, realizado no âmbito da XXIX Jornada Científica do Curso de Educação Física Data25 e 26 de junho de 2025 LocalUniversidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, Campus Itajaí, Itajaí/SC ModalidadeExposição de banners (pôsteres) Organização dos AnaisVanderlea Ana Meller; Alan de Jesus Pires de Moraes; Amanda Moura Campos; Maria Luiza Venturi Comissão organizadoraVanderlea Ana Meller; Alan de Jesus Pires de Moraes; Cristhian da Silva; George Saliba Manske; Gilberto Marcelo Zonta; Heitor Luiz Furtado; Lana Gomes Pereira; Lísia Costa Gonçalves de Araújo; Luciana Gomes Alves RealizaçãoCurso de Educação Física - Escola de Ciências da Saúde - UNIVALI

Os textos publicados nestes Anais são de inteira responsabilidade de seus autores e orientadores, no que se refere ao conteúdo, à redação e às normas de citação e referência. A reprodução parcial ou total é permitida desde que citada a fonte.

Apresentação

Estes Anais reúnem os trabalhos apresentados no I Seminário PIBID UNIVALI - Subprojeto Educação Física, realizado nos dias 25 e 26 de junho de 2025, na Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, Campus Itajaí, no âmbito da XXIX Jornada Científica do Curso de Educação Física.

O Seminário teve como formato a exposição de banners (pôsteres), nos quais os bolsistas socializaram, com a comunidade acadêmica e escolar, as experiências construídas nos campos de atuação. Os trabalhos aqui publicados correspondem a esses banners, convertidos em resumos expandidos para registro e difusão.

O PIBID, vinculado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), constitui um espaço privilegiado de aproximação entre a universidade e a educação básica, oportunizando aos acadêmicos a vivência da docência em contextos reais de ensino. Para facilitar a leitura, os trabalhos estão organizados por etapa de ensino - Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio -, além de uma seção dedicada à Educação Física Adaptada e à Inclusão. Da Educação Infantil ao Ensino Médio, os relatos evidenciam o compromisso dos futuros professores com uma Educação Física escolar significativa, inclusiva e reflexiva.

Coordenação do PIBID - Subprojeto Educação Física
Itajaí, Santa Catarina - 2025

Sumário

  1. Educação Infantil
  2. 01 ·
  3. 02 ·
  4. 11 ·
  5. 12 ·
  6. 20 ·
  7. 21 ·
  8. Ensino Fundamental
  9. 03 ·
  10. 05 ·
  11. 06 ·
  12. 08 ·
  13. 09 ·
  14. 10 ·
  15. 13 ·
  16. 15 ·
  17. 16 ·
  18. 17 ·
  19. 18 ·
  20. 19 ·
  21. Ensino Médio
  22. 04 ·
  23. 14 ·
  24. Educação Física Adaptada e Inclusão
  25. 07 ·
Seção

Educação Infantil

TRABALHO 01 · EDUCAÇÃO INFANTIL Intervenções do PIBID na Educação Infantil do CEI Rosana Aparecida de Souza

Ana Carolina Pereira · Beatriz Caetano · Carlos Eduardo Penha · Mateus Mariano · Rosiméri da Rocha · Stefani Ramos · Vitor Peçanha · Luciana Gomes Alves · Edu Antônio Rodrigues

Orientador(es): Luciana Gomes Alves, Edu Antônio Rodrigues
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; Educação Infantil; docência.

INTRODUÇÃO

O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), vinculado à CAPES,

tem como objetivo valorizar a formação de futuros professores por meio da vivência prá-

tica em escolas da educação básica. No CEI Rosana Aparecida de Souza, os bolsistas de-

senvolvem e aplicam atividades pedagógicas com acompanhamento do professor da esco-

la e orientação da professora da universidade. A atuação da Educação Física na Educa-

ção Infantil é essencial para o desenvolvimento integral das crianças. Ao participar de jo-

gos, brincadeiras e atividades lúdicas, elas exploram o corpo, interagem com o mundo e

constroem aprendizagens significativas. Segundo Oliveira (2002), “o movimento é uma

linguagem expressiva da criança, um modo singular de se comunicar com o mundo”.

OBJETIVO

Compreender o papel docente e as práticas com crianças pequenas da Educação Infantil,

bem como a contribuição para o desenvolvimento corporal, cognitivo e social dos alunos.

METODOLOGIA

A metodologia adotada foi qualitativa, baseada na observação participante e na interven-

ção pedagógica, realizada por bolsistas do PIBID no CEI Rosana Aparecida de Souza. Os

bolsistas planejaram e aplicaram jogos, brincadeiras e atividades lúdicas corporais, com

acompanhamento de professores da escola e orientação da universidade. Em sua maio-

ria, os alunos realizam práticas de circuito, exploram os espaços que a escola disponibili-

za e utilizam diferentes materiais em suas propostas, como peças de madeira e lego,

massinha, bolas, brinquedos, tintas, balão, bicicletas e patinetes, entre outros. As práti-

cas foram registradas por meio de diário de campo e de observações sistemáticas, com a

produção de relatórios semanais, o que permitiu refletir sobre o desenvolvimento motor,

cognitivo e social das crianças. As atividades foram desenvolvidas na Educação Infantil,

com turmas do maternal e do jardim, cumprindo-se 4h semanais em campo, com propos-

tas da Educação Física que valorizam o movimento como forma de expressão e

aprendizado, conforme Oliveira (2002).

RESULTADOS

Os bolsistas do PIBID atuaram na Educação Infantil do CEI Rosana Aparecida de Souza,

desenvolvendo atividades lúdicas de Educação Física. As ações promoveram o desenvol-

vimento integral das crianças e valorizaram o movimento como forma de expressão, con-

tribuindo para o desenvolvimento de habilidades motoras e sociais, considerando que as

propostas, além de trabalhar o cognitivo, exploram a socialização e o afetivo da criança.

A experiência, com base em observação e registros, contribuiu para a formação prática e

reflexiva dos futuros professores, bem como possibilitou compreender o papel do profes-

sor na Educação Infantil, por meio do contato direto com as crianças e com o cotidiano

escolar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A vivência no PIBID permitiu aos bolsistas compreender, na prática, os desafios e as pos-

sibilidades do trabalho docente na Educação Infantil. As atividades de Educação Física

demonstraram que o movimento é fundamental no processo de aprendizagem e no de-

senvolvimento integral das crianças. O contato direto com o cotidiano escolar e o acom-

panhamento de professores experientes fortaleceram a formação dos futuros docentes,

promovendo uma atuação mais consciente, sensível e intencional. Essa experiência rea-

firma a importância de programas como o PIBID na valorização da formação inicial de

professores.

REFERÊNCIAS

OLIVEIRA, M. A. de. Corpo e movimento na educação infantil. São Paulo: Cortez, 2002.

BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Portaria CAPES nº 090, de 25 de março de 2024. Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID. Brasília, 2024.

TRABALHO 02 · EDUCAÇÃO INFANTIL A participação de acadêmicos no CEI Profª Maria do Carmo Espíndola, no contexto da “Educação Física inserida na Educação Infantil”

Ana Carolina Klabunde · Eduarda Francisco · Enzo Savaris Vignol · Gabrielle Teixeira do Nascimento · João Victor Silveiro · Lisandra Márcia dos Santos Fabbrin · Thaise Serpa Rosa · Vitor Hugo Lopes. · Luciana Gomes Alves · Janaina Varela da Silva

Orientador(es): Luciana Gomes Alves; Janaina Varela da Silva
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; Educação Física; Educação Infantil.

INTRODUÇÃO

O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) é um programa do go-

verno federal brasileiro, vinculado à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pesso-

al de Nível Superior), que tem como principal objetivo incentivar a formação de professo-

res para a educação básica. Os bolsistas aqui relacionados atuam no CEI Professora Ma-

ria do Carmo Espíndola, participando de atividades práticas que envolvem planejamento

e execução de ações pedagógicas, sob supervisão de professores da escola e orientação

de docentes da universidade. A Educação Física na Educação Infantil vai além do simples

movimento corporal: ela é essencial para o desenvolvimento global da criança. Por meio

de atividades lúdicas, jogos e brincadeiras, a criança constrói sua autonomia, socializa-se

e desenvolve habilidades motoras e cognitivas, além de experimentar o mundo ao seu re-

dor de forma ativa e significativa. Segundo Freire e Scaglia (2003), “a criança aprende

por meio do corpo e do movimento, sendo fundamental que a Educação Física seja

inserida desde os primeiros anos de escolaridade”.

OBJETIVO

Compreender a dinâmica, os saberes e as práticas pedagógicas no ambiente escolar, bem

como as peculiaridades do trabalho da Educação Física no contexto da Educação Infantil,

durante o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da UNIVALI.

METODOLOGIA

Adotou-se metodologia qualitativa, com o relato de experiência dos acadêmicos. Turmas:

do Berçário I ao Maternal II, totalizando 4 horas semanais. Houve participação dos aca-

dêmicos na organização e na aplicação das propostas, ainda planejadas e orientadas pela

professora. A observação das atividades gerou a produção de relatórios, realizados uma

vez por semana. Na Educação Física infantil, a metodologia deve estar centrada no brin-

car, respeitando o tempo e os interesses da criança. As propostas devem ser lúdicas, in-

clusivas e adaptadas às necessidades do grupo, considerando o desenvolvimento integral

da criança — físico, emocional, cognitivo e social (Oliveira, 2010).

RESULTADOS

O cenário preparado antecipadamente, seguro e atraente, oportunizou às crianças desen-

volver suas habilidades de forma lúdica, com um repertório de materiais que as convida-

vam à exploração, à imaginação, à criatividade e à troca de experiências. A vivência com

os materiais não estruturados “oferece possibilidades abertas de exploração, promoven-

do autonomia, cooperação e invenção no ato de brincar” (Santos e Molina Neto, 2012).

As vivências permitiram a experimentação, a criação e a expressão corporal, utilizando

diferentes estratégias pedagógicas, como música, dança, elementos e espaços da nature-

za, materiais não estruturados, histórias e implementos de madeira, entre outros. Por

meio de observação e intervenção junto à professora de Educação Física da unidade, os

acadêmicos vivenciaram as rotinas do CEI e as práticas ofertadas, com olhar atento ao

brincar junto e à percepção da individualidade de cada criança, refletindo sobre a sua

identidade docente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A vivência na Educação Infantil, nesta unidade, mostrou a importância da Educação Físi-

ca desde os primeiros anos de vida da criança. Por meio de brincadeiras, jogos e movi-

mentos, as crianças exploram o corpo, desenvolvem habilidades motoras, aprendem a

conviver com os outros e descobrem o mundo de forma divertida e significativa. O conta-

to com os profissionais que já atuam no CEI tem sido fundamental, pois a troca de expe-

riências, as observações e as conversas contribuem para uma visão mais completa e sen-

sível sobre a Educação Física escolar. O PIBID aproxima os acadêmicos da realidade, pre-

parando-os para o futuro como professores comprometidos com o desenvolvimento

integral das crianças.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Ministério da Educação, 2017.

FREIRE, João Batista; SCAGLIA, Alcides José. Educação de corpo inteiro: teoria e prática da Educação Física escolar. São Paulo: Scipione, 2003.

SANTOS, Claudemir Edson dos; MOLINA NETO, Vicente. Educação Física escolar: cultura corporal e pesquisa pedagógica. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2012.

OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2010.

TRABALHO 11 · EDUCAÇÃO INFANTIL Corpo e Movimento na Educação Infantil

Alexandre Lorenzini Rodrigues · Allan Guedes Bueno · Daniel Paschoal Ribeiro · Gustavo Schroeder Brand · Kauã Schmdit Kormann · Pedro Henrique Ceccon · Vinícius Cerva Scherer · Vitor Everton da Luz

Orientador(es): Lana Gomes Pereira, Ricardo da Costa Pereira
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; corpo e movimento; educação infantil.

INTRODUÇÃO

O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) é um programa fede-

ral brasileiro, vinculado à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível

Superior), que incentiva a formação de professores para a educação básica. Os bolsistas

atuam no Centro de Educação Infantil (CEI) Padre Jacob, planejando e executando práti-

cas pedagógicas, sob supervisão do professor da escola e orientação de docentes da UNI-

VALI. Na Educação Infantil, o tema “corpo e movimento” vai determinando modos de ser

e performances — ou seja, os corpos de adultos e crianças imersos em uma determinada

cultura. Olhares, gestos, expressões, falas e representações são manifestações típicas

das diferentes culturas que, quando manifestadas, são comunicadas e compreendidas por

intermédio de códigos e/ou signos (Sayão, 2013). O movimento é linguagem, tem um sig-

nificado e uma intenção; segundo Palomo (2001), é um sistema complexo de significação

e comunicação e pode permitir à criança agir no meio em que está inserida, por meio da

expressão de suas intenções e da construção de relações de comunicação.

OBJETIVO

Relatar a experiência inicial da inserção de acadêmicos do curso de Educação Física nos

processos educativos realizados na Educação Infantil, a partir do PIBID.

METODOLOGIA

Relato de experiência com abordagem qualitativa: 1 visita diagnóstica; 12 observações

participantes. Foram elaborados um plano geral, 4 planos diários e 10 relatórios. Realiza-

ram-se 3 encontros on-line e 6 encontros presenciais para estudos de texto e uma oficina

prática. As turmas das intervenções foram: Jardim II A (período matutino, total de 1 hora

semanal); Jardim II B (períodos matutino e vespertino, total de 5 horas semanais); Pré A

(período vespertino, total de 3 horas semanais); Pré B (período matutino, total de 2 horas

semanais); e Pré B (período vespertino, total de 3 horas semanais). O principal

instrumento de observação foram os relatórios analíticos.

RESULTADOS

As práticas realizadas pelos bolsistas promoveram aprendizagens que envolveram “corpo

e movimento” para o desenvolvimento físico-motor e a consciência corporal, condições

necessárias à autonomia e à formação da identidade infantil. Por meio de jogos e brinca-

deiras populares e cooperativas, as crianças vivenciaram momentos de interações qualifi-

cadas. Ampliamos capacidades como velocidade, equilíbrio, agilidade, cooperação e em-

patia. Por meio de observação e intervenção junto ao professor de Educação Física da

unidade, os acadêmicos conheceram as rotinas do CEI e as práticas educativas desenvol-

vidas, sempre tendo como princípio pedagógico o brincar. De acordo com Garanhani

(2002), o brincar é o fio condutor do trabalho com o movimento, o qual possibilita à cri-

ança adaptar a sua condição físico-motora às condições exigidas pela ação e, consequen-

temente, experimentar, explorar e compreender os significados do seu meio. O brincar, o

corpo e o movimento estão sempre interligados: o primeiro como espaço privilegiado de

interação e elaboração de conhecimentos; o corpo como sistema complexo de significa-

ção e comunicação; e o movimento como ferramenta para essas relações.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A experiência na Educação Infantil, nesta unidade, mostrou o quanto a Educação Física é

importante desde a infância. Por meio de jogos e brincadeiras, as crianças desenvolvem

habilidades motoras, capacidades físicas e perceptivo-motoras, autonomia e socialização.

O PIBID contribui de maneira significativa para a construção da práxis dos bolsistas, pos-

sibilitando a articulação entre a teoria e a prática vivenciada no ambiente escolar.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Ministério da Educação, 2017.

CURITIBA. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da Educação. Caderno pedagógico: movimento. Curitiba: SME, 2009.

GARANHANI, M. C. A educação física na escolarização da pequena infância. Pensar a Prática, v. 5, p. 106-122, 2002.

PALOMO, S. M. S. Linguagem e linguagens. Eccos Revista Científica, São Paulo, Centro Universitário Nove de Julho, v. 3, n. 2, p. 9-15, dez. 2001.

SAYÃO, D. T. Corpo e movimento: alguns desafios para a educação infantil. Motrivivência, UFSC, v. 4, n. 1, p. 20-28, abr. 2013.

TRABALHO 12 · EDUCAÇÃO INFANTIL Os Primeiros Passos do PIBID no CEI Antônio João Vicente

Amandha Victoria Lima dos Santos · Gustavo Flor Silva · Gustavo Macena · Gustavo Souza da Silva · Laiza Oliveira · Tais Bueno de Oliveira · Suzana da Silva Miranda · Luan Felipe Rodrigues de Oliveira

Orientador(es): Lana Gomes Pereira, Mariani Guedes Santiago
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; Jardim I e II; pré-escola.

INTRODUÇÃO

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) visa incentivar a do-

cência na educação básica, contribuindo para o aperfeiçoamento da formação de docen-

tes em nível superior. Em nosso CEI, contamos com oito bolsistas atuando nas turmas de

Jardim 1 e 2 (misto), Jardim 2 e Pré, nos períodos matutino e vespertino. As interações

dos pibidianos com a unidade de ensino iniciaram-se em dezembro de 2024, com o reco-

nhecimento dos espaços e observações participantes, até maio de 2025, quando passa-

ram a planejar e executar suas intervenções. Entre os direitos de aprendizagem propos-

tos pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular) para a educação infantil está o brin-

car, que, de acordo com Surdi, Melo e Kunz (2016), é fundamental para o desenvolvimen-

to pleno e integral das crianças. Com esse entendimento, o PIBID no CEI Antônio João Vi-

cente vem se debruçando sobre estudos a respeito do brincar e do se-movimentar, não

apenas pelas teorias, mas principalmente por meio das práticas.

OBJETIVO

Relatar a experiência inicial do incentivo e do interesse pela docência na relação dos aca-

dêmicos do PIBID com a cultura infantil do CEI Antônio João Vicente. Entre os objetivos

específicos: possibilitar a realização de intervenções práticas; elaborar planejamentos; e

refletir, a partir dos relatos dos processos vivenciados pelos acadêmicos, sobre o brincar

e o se-movimentar.

METODOLOGIA

Relato de experiência com abordagem qualitativa. Foram realizadas 1 visita diagnóstica e

12 observações participantes. Foram elaborados 1 plano geral, 4 planos de aula e 10 re-

latórios. Dos 10 encontros propostos, 4 foram on-line e 6 presenciais, para estudos de

texto, além de 1 oficina prática. As turmas das intervenções foram: Jardim 1 e 2 (misto),

Jardim 2 e Pré, nos períodos matutino e vespertino. As intervenções ocorriam uma vez

por semana, com duração de 1 hora. Local: CEI Antônio João Vicente.

RESULTADOS

O PIBID pode ser visto como um estágio de longa duração, pois o vínculo com a unidade

de ensino é de dois anos. De forma individual ou em duplas, os acadêmicos estão inseri-

dos no dia a dia do CEI, participando das rotinas, eventos e reuniões e envolvidos direta-

mente na prática pedagógica e cultural do espaço formal de educação. Observamos uma

compreensão ampliada sobre a docência na educação infantil. As vivências junto às cri-

anças têm proporcionado momentos em que os bolsistas mergulham no mundo infantil,

brincando com as crianças, ao mesmo tempo em que se percebem diante da responsabili-

dade de atuarem como futuras professoras e futuros professores.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A experiência proporcionada pelo PIBID diminuiu a distância entre teoria e prática, pos-

sibilitando aos acadêmicos vivenciar o cotidiano escolar e entender suas belezas e desafi-

os. A educação infantil tem suas peculiaridades culturais e sócio-históricas e exige de

nós, além das atribuições pedagógicas organizadas em meio às rotinas, cuidados durante

a alimentação, a higiene e o sono. Reconhecer esse campo de atuação como possibilidade

de uma educação da cultura corporal de movimento proporciona aos pibidianos escolhas

conscientes no seu trilhar profissional.

REFERÊNCIAS

SURDI, A. C.; MELO, J. P.; KUNZ, E. O brincar e o se-movimentar nas aulas de Educação Física infantil: realidades e possibilidades. Movimento, Porto Alegre, v. 22, n. 2, p. 459-470, abr./jun. 2016.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

TRABALHO 20 · EDUCAÇÃO INFANTIL CEI Otávio Cesário Pereira — 1ª Edição do JOI: Jogos Otavianos Internos

Higor Gomes Junqueira de Lima · Pedro Vinícius Fernandes Curio Boaretto · Gabriel Willian dos Santos Ferreira · Alan Fernando Alves · Eduardo Augusto Krause · Maria Luiza Oliveira Timóteo

Orientador(es): Lana Gomes Pereira, Fabricio de Avila Honorato
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; jogos internos; JOI.

INTRODUÇÃO

O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) é um programa do go-

verno federal brasileiro, vinculado à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pesso-

al de Nível Superior), que tem como principal objetivo incentivar a formação de professo-

res para a educação básica. Os bolsistas relacionados participam de atividades práticas

que envolvem planejamento e execução de ações pedagógicas, sob supervisão de profes-

sores da escola e orientação de docentes da universidade. A Educação Física, por meio

de jogos e brincadeiras, é fundamental para o desenvolvimento integral da criança, pro-

movendo habilidades motoras, cognitivas e sociais. As atividades lúdicas estimulam a cri-

atividade, a resolução de problemas e a autonomia, além de favorecerem o desenvolvi-

mento emocional e a coordenação motora ampla e fina. O brincar é uma ferramenta es-

sencial para a aprendizagem ativa e significativa na primeira infância.

OBJETIVO

Promover o encantamento, a alegria de explorar os desafios, a cooperação e o desenvol-

vimento de habilidades sociais, emocionais e cognitivas, por meio dos jogos, envolvendo

toda a comunidade escolar.

METODOLOGIA

O projeto adota uma metodologia lúdica e participativa, centrada na vivência prática de

jogos e brincadeiras. As atividades são planejadas e aplicadas pelos acadêmicos do PI-

BID, sob a supervisão dos professores, buscando promover o desenvolvimento integral

das crianças por meio da exploração, da cooperação e da interação. As turmas partici-

pantes são: MII, JIC, JIB e Pré A. A observação contínua e a adaptação das propostas ga-

rantem o atendimento às necessidades individuais e coletivas, valorizando o brincar

como principal ferramenta pedagógica.

RESULTADOS

A organização de jogos no contexto da educação infantil é fundamental para promover o

desenvolvimento integral das crianças, abrangendo aspectos cognitivos, emocionais, so-

ciais, motores e de convivência. Desde os primeiros anos de vida, as crianças aprendem

por meio de brincadeiras, que são essenciais para estimular a criatividade, a resolução

de problemas e a autonomia. Os estímulos nas brincadeiras também favorecem o desen-

volvimento emocional, ajudando as crianças a reconhecer e expressar seus sentimentos,

além de começarem a lidar com frustrações e a desenvolver o respeito, a cooperação, a

calma e a autorregulação. No aspecto motor, o JOI busca estimular e ampliar a coordena-

ção motora ampla e fina, essenciais para o crescimento saudável e o desenvolvimento de

habilidades, garantindo os direitos de aprendizagem nos diferentes campos de experiên-

cias. Ao envolver toda a comunidade escolar, incluindo familiares e demais profissionais,

o projeto cria um ambiente colaborativo, promovendo uma cultura de cooperação, respei-

to e aprendizagem contínua, bem como o fortalecimento de vínculos. Segundo Piaget, o

jogo é uma atividade natural e indispensável para o desenvolvimento cognitivo, pois per-

mite às crianças experimentar, explorar e compreender o mundo ao seu redor. Além dis-

so, Vygotsky destaca a importância do jogo na construção de habilidades sociais e na in-

ternalização de regras, promovendo a cooperação e o respeito às normas sociais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As vivências proporcionadas pelo projeto JOI – Jogos Otavianos Internos, no CEI Otávio

Cesário Pereira, demonstram a relevância da Educação Física desde os primeiros anos de

vida da criança. Por meio de jogos e brincadeiras, as crianças exploram o corpo, desen-

volvem habilidades motoras, cognitivas e sociais, aprendem a conviver e a lidar com de-

safios e descobrem o mundo de forma divertida e significativa. A colaboração entre a

equipe de professores e os acadêmicos do PIBID enriquece a prática pedagógica, fortale-

cendo vínculos e promovendo um ambiente de aprendizagem contínua e integral para

toda a comunidade escolar.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília, DF: MEC, 2017.

FREIRE, João Batista; SCAGLIA, Alcides José. Educação de corpo inteiro: teoria e prática da Educação Física escolar. São Paulo: Scipione, 2003.

OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2010.

SANTOS, Claudemir Edson dos; MOLINA NETO, Vicente. Educação Física escolar: cultura corporal e pesquisa pedagógica. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2012.

TRABALHO 21 · EDUCAÇÃO INFANTIL Práticas Corporais e Cultura Corporal de Movimento na Educação Infantil

Cecília de Oliveira · Fabricia Jacinto · Guilherme Albino · Gustavo da Silva Staats · Isadora Tomio · Marco Antonio Garcia · Natasha do Prado Fagundes · Nicolas Furtado Piccinini

Orientador(es): Lisia Costa Gonçalves de Araújo, Camila Oliveira
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; educação infantil; práticas corporais.

INTRODUÇÃO

Na Educação Infantil, o movimento é linguagem essencial. As práticas corporais fazem

parte da cultura corporal de movimento e contribuem para o desenvolvimento integral da

criança.

OBJETIVO

Investigar como as práticas corporais contribuem para a vivência da cultura corporal de

movimento na Educação Infantil.

METODOLOGIA

Prática pedagógica exploratória, com abordagem qualitativa, realizada em turmas da

Educação Infantil.

RESULTADOS

As crianças demonstraram envolvimento ativo nas propostas, ampliando suas formas de

comunicação, expressão e interação social. As práticas corporais despertaram curiosida-

de, cooperação e protagonismo, promovendo o reconhecimento do próprio corpo e do ou-

tro.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A inserção da cultura corporal de movimento na Educação Infantil fortalece o brincar

como eixo estruturante, promovendo aprendizagens significativas. O corpo é vivência,

linguagem e construção de mundo na infância.

“O corpo é a primeira e mais importante ferramenta da criança para aprender” (Freire,

2017, p. 19).

REFERÊNCIAS

FREIRE, João Batista. Educar com o corpo. Campinas: Papirus, 2017.

Seção

Ensino Fundamental

TRABALHO 03 · ENSINO FUNDAMENTAL PIBID – Escola de Educação Básica Arnaldo Brandão

Camila Andreia Machado · Cleverton Schafhauser · Dante Fernandes Malburg · Eduardo Lazzaretti do Amaral · Ketelin Camile da Costa Drumm · Larissa Carolina Sedrez e Leonardo Amaro Malheiros

Orientador(es): Gilberto Marcelo Zonta, Rudnei Leopoldino
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; práticas corporais; ensino fundamental.

INTRODUÇÃO

A Educação Física é um componente curricular importante, capaz de fomentar a sociali-

zação dos estudantes e de ensinar mais do que práticas corporais. Os alunos desenvol-

vem criticidade, autonomia e senso de convivência harmônica, para atuar em prol de

uma sociedade mais humana, solidária e justa (Silva; Saladini, 2023). O Programa Institu-

cional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) consolida-se como um formidável espaço

de formação inicial, proporcionando vivências práticas e reflexões. O contato direto com

a realidade escolar permite ao licenciando experimentar diferentes metodologias, promo-

ver a inclusão e adaptar conteúdos esportivos ao contexto dos alunos (Oliveira; Santos;

Ferreira, 2024). O campo de atuação aqui em tela é a Escola Básica Arnaldo Brandão, lo-

calizada no bairro Barra do Rio, no município de Itajaí/SC, onde há maior vulnerabilidade

social. A escola atende aos anos iniciais e finais do ensino fundamental, do 1º ao 9º ano,

com aulas nos períodos matutino e vespertino.

OBJETIVO

Desenvolver práticas corporais com os alunos do ensino fundamental; propiciar ativida-

des lúdicas, jogos e brincadeiras, a fim de que os alunos dos anos iniciais experienciem

práticas esportivas; promover aulas integrativas e jogos cooperativos voltados à sociali-

zação, ao respeito ao próximo e à inclusão; e ensinar fundamentos de esportes para os

anos finais.

METODOLOGIA

A experiência, de natureza qualitativa e caráter exploratório, foi desenvolvida no contex-

to do PIBID na Escola Básica Municipal Arnaldo Brandão. Inicialmente, no mês de de-

zembro de 2024, os acadêmicos de Educação Física atuaram como observadores. Grada-

tivamente, a partir de fevereiro de 2025, conforme ficha de presença, assumiram o plane-

jamento e a condução das aulas. As práticas foram registradas em relatórios, possibili-

tando analisar e refletir sobre o processo de ensino-aprendizagem e o engajamento dos

alunos, valorizando a vivência como eixo formativo da docência.

RESULTADOS

As aulas seguiram o conteúdo programático da BNCC e da Matriz Curricular do municí-

pio de Itajaí/SC. Até o momento, no presente ano letivo, foram trabalhados o atletismo, o

handebol, o xadrez e o vôlei, além de aulas com ludicidade e jogos. Os acadêmicos inter-

vieram em grupos, de modo dividido: alguns atuando com os anos iniciais (1º, 3º, 4º e 5º

anos) e outros com os anos finais (7º e 9º anos). As turmas experienciaram uma linha

evolutiva de aulas, que se iniciou com o diagnóstico, seguindo para o atletismo, depois o

handebol, o xadrez e, neste momento, o vôlei. Houve participação de alguns acadêmicos

no JORME – Jogos da Rede Municipal de Ensino, experiência que acrescenta muito à for-

mação, pois amplia a atuação para além do ambiente formal, com a inserção no espaço

competitivo. Entre os pontos positivos, destacam-se a participação ativa, a melhora na in-

teração social entre os estudantes e o fortalecimento do vínculo com os acadêmicos. Por

outro lado, desafios como a dificuldade de concentração em algumas turmas e as limita-

ções estruturais e logísticas, como a divisão da quadra, exigiram maior flexibilidade e

criatividade dos acadêmicos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com a aproximação dos acadêmicos da realidade escolar, que é papel fundamental do PI-

BID, observou-se que ministrar uma aula não se trata apenas do domínio de conteúdo,

mas também envolve empatia, inclusão e escuta ativa. Para o futuro desse programa, pla-

neja-se maior envolvimento entre os acadêmicos e a realidade escolar, incluindo, por

exemplo, a participação em eventos e jogos escolares. Assim, reforçamos que o PIBID

contribui para a formação de educadores críticos e comprometidos com a transformação

social.

REFERÊNCIAS

OLIVEIRA, P. S.; SANTOS, D. S.; FERREIRA, G. T. Formação de professores de Educação Física na perspectiva da educação integral e inclusiva: intersecções possíveis a partir do PIBID-UFV. RBEC, Tocantinópolis, v. 9, e19386, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufnt.edu.br/ index.php/campo/article/download/19386/22497/85297. Acesso em: 16 jun. 2025.

SILVA, Giovana Gabriela; SALADINI, Ana Cláudia. Práticas corporais da Educação Física no ambiente escolar e o processo de socialização. 11º CONPEF. Universidade Estadual de Londrina, 2023. Disponível em: https://www.uel.br/eventos/conpef/. Acesso em: 16 jun. 2025.

TRABALHO 05 · ENSINO FUNDAMENTAL PIBID – Escola Básica Maria José Hulse Peixoto

Bruno Luis Souza da Costa · Carlos Delatorre · Karine Ferretto Gardini · Vinícius Pavoski Neves

Orientador(es): Gilberto Marcelo Zonta, Eduardo Luiz Mezzon
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; práticas corporais; ensino fundamental.

INTRODUÇÃO

A Educação Física escolar é vital para o desenvolvimento integral dos alunos, e a forma-

ção de professores de qualidade exige a articulação entre teoria e prática (Roldão, 2017).

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), regulamentado pela

Portaria CAPES nº 90, de 2024, e suas alterações, fomenta essa iniciação à docência.

Sendo assim, o projeto visa fortalecer a formação de futuros docentes na área, promo-

vendo sua inserção orientada no cotidiano de escolas públicas. A atuação ocorreu na Es-

cola Básica Maria José Hulse Peixoto, em Itajaí, SC, no bairro Murta. Nesse contexto, o

presente trabalho aborda as vivências práticas e as contribuições do programa para a

Educação Física escolar na referida instituição.

OBJETIVO

Desenvolver práticas corporais com os alunos do ensino fundamental; promover brinca-

deiras e jogos tradicionais durante o intervalo; propiciar aulas integrativas e jogos coope-

rativos para a socialização; executar eventos escolares; e ensinar fundamentos de

esportes aos alunos.

METODOLOGIA

A presente experiência foi desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de

Iniciação à Docência (PIBID) na Escola Básica Maria José Hulse Peixoto, em Itajaí, SC. O

processo formativo incluiu um total de 15 visitas, realizadas uma vez por semana, com

duração de 4 horas cada. A abordagem metodológica envolveu o registro sistemático das

observações e reflexões em diários de campo. O planejamento das intervenções pedagó-

gicas foi documentado por meio de planos de aula, e as vivências em campo foram conti-

nuamente discutidas e analisadas em reuniões periódicas com os professores superviso-

res e os coordenadores do projeto. Essa imersão proporcionou uma análise aprofundada

do processo de ensino-aprendizagem na realidade escolar.

RESULTADOS

Conforme as diretrizes da BNCC e da Matriz Curricular municipal de Itajaí/SC, as inter-

venções pedagógicas do ano letivo vigente, com as turmas do 5º e do 7º anos, incluíram,

até o momento, atletismo, handebol, xadrez e vôlei, integrando ludicidade e jogos às ati-

vidades. A implementação de brincadeiras tradicionais no recreio transformou os interva-

los em momentos de prazer para os alunos. Em abril, o handebol foi introduzido por meio

de jogos e brincadeiras voltados aos fundamentos; em junho, o voleibol focou na vivência

com a bola e na cooperação. Inspirados pela ludicidade, realizamos uma Gincana Lúdica

em 30 de maio, envolvendo 180 alunos do Fundamental II em 4 estações cooperativas,

com apoio essencial da supervisão e da direção. A participação de acadêmicos no JORME

– Jogos da Rede Municipal de Ensino ampliou significativamente a formação, proporcio-

nando uma valiosa experiência além do ambiente de sala de aula, com a imersão em um

contexto competitivo. Como desafios, enfrentamos a manutenção da motivação de alguns

alunos e o excesso de turmas na quadra no início do ano letivo. Manter a ordem e a orga-

nização dos alunos e dos materiais nesses momentos foi um grande desafio, e compreen-

der e adaptar os espaços constituiu um grande aprendizado para a nossa formação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O PIBID mostrou-se essencial para a imersão e a qualificação de futuros professores de

Educação Física, auxiliando na construção da identidade docente e na autonomia profis-

sional. Para o futuro, pretendemos expandir o recreio lúdico e organizar eventos como in-

terclasses e gincanas, além de aprimorar o domínio de turma e a docência no campo de

estágio. Por fim, reafirmamos nosso compromisso social com o campo e com o projeto

PIBID, valorizando a fundamental profissão de educador.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Portaria CAPES nº 90, de 25 de março de 2024. Dispõe sobre o regulamento do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID. Brasília, DF: Diário Oficial da União, Seção 1, p. 33-36, 26 mar. 2024.

ROLDÃO, M. C. N. Formação de professores e desenvolvimento profissional. Revista Educação PUC- Campinas, Campinas, v. 22, n. 2, p. 191-202, maio/ago. 2017.

TRABALHO 06 · ENSINO FUNDAMENTAL Grupo Escolar Elisa Gesseli Orsi

Laura Beatriz Teixeira · Simone da Silva · Jéssica Carolina de Oliveira · Suellen Theindl · Sara Cristina · Carlos Claudinei Espindula · Luan Piovezam Becker

Orientador(es): Heitor Luiz Furtado, Márcio Sérgio de Oliveira
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; dança; jogos e brincadeiras.

INTRODUÇÃO

A Educação Física escolar é essencial para a formação integral dos estudantes, contribu-

indo para o desenvolvimento motor, cognitivo e social. No entanto, a formação de profes-

sores ainda enfrenta desafios, como a articulação entre teoria e prática pedagógica. Nes-

se cenário, o PIBID tem papel central ao aproximar os acadêmicos da realidade escolar,

promovendo experiências concretas de ensino e aprendizagem. Como destacam Freire,

Souza e Lopes (2022), o programa favorece reflexões críticas sobre a prática docente,

fortalecendo a formação de professores mais conscientes e preparados para os desafios

da escola pública. Diversas instituições de ensino da região litorânea de Santa Catarina

fazem parte do Programa de Iniciação à Docência, em parceria com o curso de Educação

Física da UNIVALI. Dentre elas está o Grupo Escolar Elisa Gesseli Orsi, localizado na Rua

Afonso Orsi, 165, bairro Fazenda. Fundada em 13 de setembro de 1980, a unidade aten-

de cerca de 185 alunos, contribuindo de maneira efetiva para a educação do município

de Itajaí/SC.

OBJETIVO

Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a importância do PIBID na formação do-

cente, destacando como a vivência prática contribui para o desenvolvimento profissional

e pessoal dos bolsistas. Busca-se apresentar as experiências realizadas no ambiente esco-

lar, relatando as atividades desenvolvidas com os alunos e os impactos percebidos no

processo de ensino-aprendizagem. Além disso, pretende-se analisar os resultados obtidos

e discutir as possibilidades de continuidade dos projetos na escola, mesmo após o

encerramento do programa.

METODOLOGIA

Local: Grupo Escolar Elisa Gesseli Orsi, localizado na Rua Afonso Orsi, 165, bairro Fazen-

dinha, Itajaí/SC. Atende, em regime parcial, do 1º ao 5º ano e, em regime integral, o 1º e

o 4º ano do Ensino Fundamental I – séries iniciais. Dias de idas ao campo: segunda-feira,

terça-feira, quarta-feira e quinta-feira. Quantidade de idas: foram realizadas 14 idas a

campo. Análise de conteúdos: foram utilizados plano geral, planos diários, relatórios

diários e registros como fotos e vídeos.

RESULTADOS

Ao longo do projeto, foram abordados conteúdos relacionados a jogos e brincadeiras,

além de atividades de dança, promovendo o desenvolvimento motor, social e cultural dos

alunos por meio da vivência lúdica e do movimento.

Conteúdo Dança: Unidade 1 – Dança e Expressão Corporal; Unidade 2 – Ritmo e Musica-

lidade; Unidade 3 – Sequência de dança, improvisação e atividades artísticas.

Conteúdo Jogos e Brincadeiras: Unidade 1 – Brincadeiras Tradicionais; Unidade 2 – Jogos

Cooperativos; Unidade 3 – Desafios Motores e Circuitos Lúdicos.

Pontos positivos: recursos bem conservados, mesmo com limitações; crianças participati-

vas e engajadas. Pontos negativos: as aulas de reforço coincidem com o horário da Edu-

cação Física, reduzindo a participação; o uso da quadra é, por vezes, impedido por outras

atividades não ligadas à disciplina.

As experiências reforçaram a importância do planejamento, da escuta ativa e da

adaptação para atender às necessidades reais dos alunos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O PIBID é essencial e fundamental na formação dos futuros professores de Educação Fí-

sica escolar, pois proporciona experiências práticas que vão muito além da teoria apren-

dida em sala de aula, favorecendo o domínio na condução das aulas, a troca de saberes e

a criação de vínculos com os alunos. Essa experiência enriquece a formação, tornando o

futuro professor mais preparado e confiante. Para os próximos passos, pretendemos de-

senvolver projetos que deixem um legado na escola, como a dança na escola e os jogos e

brincadeiras integrados às disciplinas escolares, promovendo um aprendizado mais leve,

dinâmico e contínuo, mesmo após o fim do programa.

REFERÊNCIAS

FREIRE, Juliana de Oliveira; SOUZA, Aldecilene Cerqueira Barreto; LOPES, Ingrid Dittrich Wiggers. Currículo e prática pedagógica no cotidiano escolar da Educação Física: uma revisão em periódicos nacionais. Movimento, v. 26, e26019, 2020.

TRABALHO 08 · ENSINO FUNDAMENTAL Importância da Ludicidade nas Práticas Corporais com Turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental

Beatriz Soares · Eduardo Padilha · Filipe da Costa · Gabriel Anastacio · Marcus vinicius · Priscilla Ferreira · Sophia Dias · Ranieri Bueno de Ávila

Orientador(es): George Saliba Manske, Romulo Medeiros.
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; ensino fundamental; práticas corporais.

INTRODUÇÃO

O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) é uma política do go-

verno federal, vinculada à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível

Superior), que tem como objetivo fundamental incentivar a formação de futuros professo-

res para atuarem na educação básica. Os bolsistas mencionados neste contexto desenvol-

vem suas atividades na Escola Básica Avelino Werner, com o Prof. Rômulo Duarte Medei-

ros, participando de vivências práticas que envolvem o planejamento e a realização de

ações pedagógicas, sempre acompanhados por professores, orientadores e discentes da

universidade. A ludicidade nas aulas de Educação Física dos anos finais do Ensino Funda-

mental contribui significativamente para a participação e o aprendizado dos alunos. Por

meio de práticas corporais lúdicas, como jogos e brincadeiras, os estudantes se envolvem

de forma mais ativa e prazerosa, desenvolvendo não apenas habilidades motoras, mas

também cognitivas e sociais. Segundo Betti (1991), “o jogo é uma forma privilegiada de

aprendizagem, pois possibilita ao aluno construir conhecimentos de maneira significativa

e contextualizada”.

OBJETIVO

Relatar como a ludicidade contribui para a participação e a aprendizagem dos alunos dos

7º anos nas aulas de Educação Física, por meio das práticas corporais.

METODOLOGIA

Adotou-se metodologia qualitativa. Turmas: 7º ano. Houve participação dos acadêmicos

na organização, no planejamento e na aplicação das propostas, orientadas pelo professor

responsável, com produção de relatórios de observação. Os instrumentos de coleta e

análise de dados foram os planos de aula e os relatórios.

RESULTADOS

No início das aulas, foi perceptível certa resistência, por parte de alguns adolescentes,

em participar das atividades de Educação Física. No entanto, com o passar do tempo e a

introdução de práticas lúdicas, observou-se um progresso significativo no envolvimento e

na conexão dos alunos com as propostas. Muitos que antes demonstravam desinteresse

passaram a participar ativamente, oferecendo retornos positivos sobre as aulas. A ludici-

dade revelou-se uma poderosa aliada no processo de ensino-aprendizagem. Mais do que

apenas brincar, o lúdico é uma ferramenta pedagógica que estimula o desenvolvimento

motor, cognitivo, social e afetivo dos alunos. Como afirma Kishimoto (1994), “o lúdico é

uma forma privilegiada de expressão infantil e uma maneira de aprender sobre o mundo

e sobre si mesmo”. As práticas corporais, quando mediadas por atividades lúdicas, pro-

movem não apenas o movimento, mas também uma aprendizagem significativa,

contribuindo para a formação integral dos adolescentes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Educação Física no Ensino Fundamental proporciona vivências significativas e diversos

desafios, contribuindo para o pleno desenvolvimento das capacidades físicas, cognitivas,

sociais e motoras dos alunos, ampliando o autoconhecimento em relação ao próprio cor-

po e promovendo consciência corporal e social. A participação nas aulas, junto ao profes-

sor da escola, proporciona-nos uma vivência rica em conhecimentos, marcada pela troca

de saberes e experiências. Essa interação contribui de forma significativa para o nosso

crescimento acadêmico e desenvolvimento profissional.

REFERÊNCIAS

BETTI, Mauro. Educação Física e sociedade. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 1991.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias. 5. ed. São Paulo: Pioneira, 1994.

TRABALHO 09 · ENSINO FUNDAMENTAL Práticas corporais como caminhos para a formação ética e cidadã na escola

Ariel Santos Da Silva · Cauã Felipe Dal Santo · Davi Rocha de Moraes · Gabriel Adriano · Gabriel Zeferino da Silva · Geovani Fortunato Bianchini

Orientador(es): Alan de Jesus Pires de Moraes, Henry Raulison Azevêdo Samenezes
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; práticas corporais; formação.

INTRODUÇÃO

A Escola Básica de Campo Maria do Carmo Vieira, primeira escola municipal de campo

em Itajaí, está localizada na zona rural do bairro Baía. Desde 2016, atende alunos do 1º

ao 9º ano, com uma proposta pedagógica voltada à realidade do campo e com foco ambi-

ental e social. Após a ampliação, em 2024, ganhou novos espaços, como salas de informá-

tica, leitura e música. Projetos como “Plantando sementes, colhendo conhecimentos” e

“Horta orgânica” reforçam o compromisso com a sustentabilidade. A Educação Física,

com dois professores efetivos, promove o desenvolvimento integral dos alunos, incenti-

vando a saúde, a socialização e o combate ao sedentarismo. De acordo com Silva (2002),

os objetivos da Educação Física vão além do desenvolvimento das capacidades físicas,

buscando estimular atitudes de cooperação e respeito nas interações sociais. A sua im-

portância é destacada pela LDB (Lei nº 9.394/1996), que a define como componente obri-

gatório do currículo escolar, reconhecendo que o processo de aprendizagem também

abrange manifestações culturais como danças, lutas e outras práticas corporais diversas

(Matos et al., 2013). Mesmo com essa relevância, a formação dos professores da área

ainda apresenta deficiências, principalmente nos cursos de licenciatura, que necessitam

de maior alinhamento com as necessidades sociais e de saúde pública (Bracht, 2003). Por

isso, é essencial que os futuros docentes desenvolvam uma concepção ampliada de saú-

de, indo além de uma visão meramente biológica e incluindo aspectos sociais, culturais e

subjetivos relacionados ao movimento humano (Carvalho, 2005).

OBJETIVO

Investigar como as práticas corporais, por meio de jogos, brincadeiras e vivências espor-

tivas, contribuem para a formação ética e cidadã de crianças e adolescentes, promoven-

do o respeito, a cooperação e o desenvolvimento integral dos sujeitos.

METODOLOGIA

Local: Escola Básica de Campo Maria do Carmo Vieira. Quantidade de idas: 14. Dias de

idas ao campo: segunda, terça, quarta e quinta. Instrumentos de coleta e análise de

dados: relatórios analíticos, fotos e vídeos.

RESULTADOS

Durante as intervenções, foram desenvolvidas atividades com base nas temáticas de atle-

tismo, xadrez, jogos e brincadeiras, além da introdução aos fundamentos do voleibol. As

práticas foram adaptadas aos diferentes segmentos, respeitando as especificidades dos

anos iniciais e finais. A vivência no contexto escolar evidenciou que ser professor vai

além de ensinar conteúdos: exige escuta, sensibilidade, adaptação e construção de víncu-

los. O PIBID tem nos proporcionado compreender a importância da presença ativa e do

olhar atento às realidades dos alunos, fortalecendo nossa formação humana e profissio-

nal.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O PIBID tem sido essencial na formação inicial de professores, proporcionando experiên-

cias práticas na escola desde os primeiros períodos da licenciatura. O contato direto com

alunos, professores e a comunidade permite compreender os desafios e as potencialida-

des do ambiente escolar, fortalecendo o compromisso com uma Educação Física crítica e

inclusiva. As vivências motivam a criação de novas práticas corporais integradoras, que

valorizem o jogo, o brincar e o esporte como ferramentas para o desenvolvimento inte-

gral dos estudantes. O projeto também tem contribuído para a formação de professores

mais conscientes de seu papel social, reforçando a importância dos vínculos, dos valores

e da formação humana na educação de qualidade.

REFERÊNCIAS

BRACHT, V. Identidade e crise da educação física: um enfoque epistemológico. In: BRACHT, V.; CRI- SORIO, R. (Orgs.). A educação física no Brasil e na Argentina: identidade, desafios e perspectivas. Campinas: Autores Associados, 2003. p. 13-29.

CARVALHO, Y. M. Entre o biológico e o social: tensões no debate teórico acerca da saúde na educação física. Motrivivência, v. 17, n. 24, p. 97-105, 2005.

MATOS, J. C.; SCHNEIDER, O.; MELLO, A. da S.; FERREIRA NETO, A.; SANTOS, W. dos. A produção acadêmica sobre conteúdos de ensino na educação física escolar. Movimento, v. 19, n. 2, p. 123-148, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.22456/1982-8918.34213.

TRABALHO 10 · ENSINO FUNDAMENTAL Educação, Esporte e Diversão: Construindo uma Escola mais Acolhedora

João Alberto Gonçalves da Silva · Alejo Iza · Rodrigo Mysko · Ketlyn Cristina Evangelista · Vinícius Formigari · Lucas Emmanuel de Oliveira · Lucas de Souza Martins · Amanda Moura Campos · Emilly Martins · Marcelle Maraccini Albuquerque

Orientador(es): Alan de Jesus Pires de Moraes
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; educação; esporte; diversão.

INTRODUÇÃO

A Educação Física escolar contribui para o desenvolvimento global dos alunos e a promo-

ção de hábitos saudáveis. Na formação docente, as experiências práticas são essenciais

para integrar teoria e realidade escolar (Darido; Nascimento, 2021). O projeto PIBID pro-

porcionou vivências significativas, com acadêmicos atuando em ações inclusivas, esporti-

vas e recreativas que qualificaram a prática pedagógica e o ambiente escolar.

OBJETIVO

Refletir sobre a importância da Educação Física escolar; relatar experiências vivenciadas

no âmbito do PIBID; apresentar ações pedagógicas realizadas com foco em inclusão e la-

zer; e analisar as contribuições do PIBID para a formação docente e o ambiente escolar.

METODOLOGIA

Local: Escola Básica Prefeito Alberto Werner. Período: atuação semanal, às quartas e

quintas-feiras. Total de visitas: 33 idas ao campo. Instrumentos de registro: diários des-

critivos e registros fotográficos. Foco das intervenções: ações pedagógicas inclusivas,

esportivas e recreativas.

RESULTADOS

Dança acrobática: estimulou a coordenação motora, a expressão corporal e o trabalho em

equipe, com elevada participação dos alunos. Xadrez escolar: favoreceu o desenvolvimen-

to do raciocínio lógico, da concentração e do respeito às regras, sendo bem aceito entre

as turmas do 5º ao 9º ano. Recreio pedagógico: transformou o intervalo em espaço estru-

turado de convivência, reduzindo conflitos e promovendo a inclusão lúdica. Oficinas lúdi-

cas com materiais recicláveis: despertaram a criatividade e a consciência ambiental, inte-

grando alunos de diferentes faixas etárias. Escolinhas de esportes (voleibol, tênis de

mesa e futsal): proporcionaram vivência técnica e espírito coletivo, com valorização da

participação de todos. Semana do brincar: ampliou o repertório motor e social dos

alunos, com jogos gigantes, circuitos e espaços interativos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Formação docente integrada: o PIBID consolidou-se como eixo essencial na formação ini-

cial, articulando teoria acadêmica e prática escolar (Gonzatti, 2015). Inovação pedagógi-

ca: as escolinhas de voleibol, xadrez, dança acrobática e tênis de mesa, além do recreio

pedagógico, configuraram espaços privilegiados de aprendizagem mútua, ruptura curri-

cular e renovação metodológica. Desenvolvimento integral dos alunos: as intervenções

promoveram ganhos motores, cognitivos e sociais, confirmando a relevância da Educação

Física para a interação escolar (Rocha et al., 2016). Recreio pedagógico transformador: o

tempo livre foi ressignificado em aprendizagem ativa e convivência inclusiva, favorecen-

do a socialização (Vianna e Lovisolo, 2011). Impacto duradouro: as experiências reforçam

a necessidade de projetos que unam formação docente e prática inovadora, preparando

professores reflexivos, comprometidos e agentes de uma educação acolhedora e transfor-

madora.

REFERÊNCIAS

GONZATTI, S. O PIBID e a formação inicial de professores: contribuições à prática educativa inclusiva. Série-Estudos, Campo Grande, v. 20, n. 43, p. 345-360, set./dez. 2015.

DARIDO, S. C.; NASCIMENTO, J. V. A formação de professores de Educação Física: aspectos pedagógicos e curriculares. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 43, e019, 2021.

ROCHA, B. R. et al. Interação social em aulas de educação física: uma perspectiva histórico-cultural. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 30, n. 4, p. 925-936, 2016.

VIANNA, J.; LOVISOLO, H. A inclusão social através do esporte: a percepção dos educadores. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 25, n. 2, p. 285-296, 2011.

TRABALHO 13 · ENSINO FUNDAMENTAL Percepções acerca das experiências de futuros professores de Educação Física no PIBID – Escola de Educação Básica Professora Maria Dutra Gomes

Angelet Gustave · Kayllany Sousa dos Santos · Leonardo Düngersleber · Manoella Trautvein Corrêa · Marco Antônio Hansen Junior · Matheus Roberto Rocha · Nicolas Streling · Pyetra Santos de Oliveira · Vitor Hugo dos Santos Travasso

Orientador(es): Heitor Luiz Furtado
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; professores; experiências.

INTRODUÇÃO

A Educação Física escolar relaciona-se à experiência com o corpo, aos movimentos e ao

modo de relacionar-se corporalmente (Fensterseifer, 2012). A escola é um espaço dinâmi-

co, que requer constante atualização (Guérios, 2021). Destacam-se, ainda, as necessida-

des de programas de formação inicial e continuada que se associem a melhores

condições de trabalho (Oliveira, Pereira e Zientarski, 2009).

OBJETIVO

Apresentar as experiências de futuros professores de Educação Física no PIBID, na

Escola de Educação Básica Professora Maria Dutra Gomes.

METODOLOGIA

Local: Escola Básica Professora Maria Dutra Gomes, Rua Jacob Ardigó, 117, Itajaí/SC,

88307-000. Reconhecimento do campo em 14 de dezembro de 2024; 17 intervenções rea-

lizadas semanalmente. Instrumentos: plano geral, planos diários, relatórios diários, fotos

e vídeos. Distribuição dos bolsistas: segunda-feira, matutino (Nicolas); terça-feira, ves-

pertino (Leonardo e Vitor); quarta-feira, matutino (Angelet); quinta-feira, matutino

(Manoella e Marco); quinta-feira, vespertino (Kayllany, Pyetra e Matheus).

RESULTADOS

Nas primeiras intervenções, houve observação e aproximação com a comunidade escolar;

em seguida, iniciaram-se os planejamentos e as intervenções, com as etapas de diagnosti-

car, orientar, avaliar, planejar e dirigir (adaptado de Freire, Verenguer e Reis, 2002). Bus-

cou-se a legitimação da Educação Física a partir das teorias pedagógicas progressistas,

sob a égide da cultura corporal e das práticas corporais (Bracht, 1999). As unidades te-

máticas trabalhadas foram: Jogos e Brincadeiras; Xadrez; Práticas Corporais de Aventura

(PCA); Ginásticas; e Festa Junina.

Contribuições: acolhimento das crianças e dos professores; diversificação dos espaços de

aula (quadra, bosque, campo e sala); possibilidades pedagógicas das Práticas Corporais

de Aventura (PCA) (Franco, 2014); espaços e materiais alternativos para a ginástica

(Carride et al., 2017); e atividades circenses na escola.

Desafios: grande quantidade de alunos por turma e a divisão da quadra com outros pro-

fessores; suspensão da Educação Física por mau comportamento ou para a realização de

tarefas de outras disciplinas (Paula, Paixão e Oliveira, 2015); e a não participação nas

aulas de Educação Física (Paixão e Oliveira, 2017).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O PIBID oportuniza as primeiras experiências de futuros professores como docentes; des-

taca-se a importância do processo de aproximação entre universidade e escolas e da in-

serção dos acadêmicos nesse espaço complexo e dinâmico. A diversificação dos espaços

de aula — o xadrez (sala), as PCA (bosque) e o atletismo e o futebol (campo) — apresen-

ta-se como possibilidade. Reafirma-se, assim, a legitimação da Educação Física enquanto

disciplina que tem como objeto de ensino a cultura corporal de movimento.

REFERÊNCIAS

BRACHT, Valter. A constituição das teorias pedagógicas da educação física. Cadernos CEDES, Campinas, v. 19, n. 48, ago. 1999. DOI: 10.1590/S0101-32621999000100005.

CARRIDE, Cibelle Amade et al. O ensino da ginástica de Itatiba/SP de volta às escolas. Motrivivência, v. 29, n. 51, p. 83-99, 2017.

FRANCO, Laercio Claro. Práticas corporais de aventura: algumas possibilidades pedagógicas. In: Abordagens pedagógicas do esporte, p. 19, 2014.

FREIRE, Elisabete dos Santos; VERENGUER, Rita de Cássia Garcia; REIS, Marise Cisneiros da Costa. Educação Física: pensando a profissão e a preparação profissional. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 1, n. 1, 2002.

FENSTERSEIFER, Paulo Evaldo. O que significa aprender no âmbito da cultura corporal de movimento? Atos de Pesquisa em Educação, Blumenau, v. 7, n. 2, p. 320-328, maio/ago. 2012.

GUÉRIOS, Juliana. Diálogos entre PIBID e Residência Pedagógica: impactos na formação inicial docente. 2021. 212 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – IFC, Camboriú.

PAIXÃO, Jairo Antônio da; OLIVEIRA, Otávio Soares. A não participação nas aulas de Educação Física na perspectiva de alunos do Ensino Fundamental II. Horizontes, Viçosa, v. 35, n. 2, p. 98-107, ago. 2017.

PAULA, Eliana de Jesus; PAIXÃO, Jairo Antônio da; OLIVEIRA, Emerson Cruz de. Suspensão de aulas de Educação Física como forma de punição: a percepção discente. Pensar a Prática, Goiânia, v. 18, n. 2, p. 1-10, jul./dez. 2015. DOI: 10.5216/rpp.v18i2.30926.

TRABALHO 15 · ENSINO FUNDAMENTAL Vivências e Saberes na Iniciação à Docência: A Experiência de Acadêmicos de Educação Física no PIBID em Itajaí

Kauã Victor Bolfe · Caio Kalfeltz Discente · Igor Gabriel de Jesus Rodrigues · Ana Beatriz Weiguert · Otávio Augusto de Paula Buttignon Ribeiro · Breno Gonçalves de Aguiar

Orientador(es): Cristhian da Silva, Sandro Dionei do Nascimento
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; vivências; acadêmicos.

INTRODUÇÃO

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) constitui uma política

pública fundamental no processo de formação inicial de professores. Este estudo busca

relatar as intervenções pedagógicas, baseadas nas concepções crítico-emancipatórias de

Kunz (2004), na Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018) e nas Diretrizes Curri-

culares Municipais (Itajaí, 2020) e Estaduais (Santa Catarina, 2019), realizadas pelos

bolsistas de Educação Física nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

OBJETIVO

Relatar as experiências didático-pedagógicas desenvolvidas por acadêmicos do curso de

Educação Física vinculados ao PIBID.

METODOLOGIA

Pesquisa qualitativa (Minayo, 2001, p. 22), do tipo relato de experiência, ancorada em re-

visão documental e bibliográfica, utilizando como base artigos científicos, documentos

oficiais e materiais institucionais disponíveis em periódicos na internet. As ações ocorre-

ram no Grupo Escolar Guilhermina Büchele Müller, do município de Itajaí/SC, envolvendo

turmas do 3º e do 4º ano do Ensino Fundamental.

RESULTADOS

A atuação foi pautada na abordagem crítico-emancipatória, que busca priorizar a media-

ção dialógica e o protagonismo do aluno. As aulas contemplaram jogos e brincadeiras po-

pulares do Brasil e do mundo, circuitos motores, esportes, xadrez e atividades de livre

expressão corporal, respeitando os diferentes ritmos e condições dos alunos. Além disso,

demonstra-se que a Educação Física, em conjunto com outras disciplinas, pode promover

o pertencimento e o desenvolvimento integral do indivíduo, ao mesmo tempo em que

auxilia na construção de um ambiente escolar transformador.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A prática docente contemplada por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação

à Docência (PIBID) permite experienciar o dia a dia do professor de Educação Física es-

colar, ao mesmo tempo em que evidencia a importância da disciplina no desenvolvimento

integral do aluno. Portanto, entende-se que os corpos, bem como a movência humana, so-

frem influência da cultura na qual estão inseridos, de forma a impactar a sociedade em

seus mais amplos aspectos.

“O objeto da pedagogia da Educação Física e dos esportes, assim, se estende ao se-movi-

mentar do homem, o que não implica num homem abstrato, mas no homem que tem his-

tória, que tem contexto, que tem vida, que tem classe social — enfim, um homem com

inerente necessidade de se-movimentar” (Kunz, 2004, p. 67).

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. v. 2, 2018.

SANTA CATARINA. Currículo base da educação infantil e do ensino fundamental do território catarinense. Florianópolis, SC: Secretaria de Estado da Educação, 2019.

ITAJAÍ. Secretaria Municipal de Educação. Diretrizes curriculares da educação básica de Itajaí. 2020.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2008.

KUNZ, Elenor. Transformação didático-pedagógica do esporte: uma possibilidade a partir da abordagem crítico-emancipatória da Educação Física. 6. ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2004.

MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

TRABALHO 16 · ENSINO FUNDAMENTAL Vivências na Escola Básica Gaspar da Costa Moraes através do Programa de Iniciação à Docência: um relato de experiência

Helena Nomura · Jonathan Menezes · Júlio César Pereira · Kaio Scaranto · Lucas Paixão · Luiz Eduardo Constantino · Tharli Araujo

Orientador(es): Cristhian da Silva, Taise Valdrigues
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; relato; docência.

INTRODUÇÃO

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), promovido pela Coor-

denação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), integra a Política

Nacional de Formação de Professores e tem como objetivo fortalecer a formação inicial

docente por meio da inserção dos licenciandos na realidade da educação básica pública

(Corrêa; Carvalho, 2016). A proposta busca articular teoria e prática no cotidiano esco-

lar, contribuindo para o desenvolvimento de saberes pedagógicos e para a valorização da

profissão docente (Neitzel; Ferreira; Costa, 2013). Na Universidade do Vale do Itajaí

(UNIVALI), o subprojeto PIBID da licenciatura em Educação Física é realizado em parce-

ria com escolas públicas municipais, como a Escola Básica Gaspar da Costa Moraes, situ-

ada no bairro Fazenda, em Itajaí (SC). A instituição, que existe há 102 anos, atende cerca

de 700 estudantes do ensino fundamental e tem se destacado no cenário educacional por

apresentar um IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) acima da média

municipal, o que reflete a qualidade do ensino ofertado e o compromisso da gestão com a

aprendizagem (Prefeitura Municipal de Itajaí, 2024).

OBJETIVO

Relatar as experiências das observações e intervenções pedagógicas realizadas no

primeiro semestre de 2025 na Escola Básica Gaspar da Costa Moraes.

METODOLOGIA

Este estudo caracteriza-se como um relato de experiência de natureza qualitativa, con-

forme Minayo (2001, p. 22), com delineamento de aproximação participante, segundo Gil

(2008, p. 50). Está fundamentado nas vivências dos bolsistas do PIBID, vinculados ao cur-

so de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física da UNIVALI. As intervenções peda-

gógicas foram realizadas na Escola Básica Gaspar da Costa Moraes, com turmas do 8º e

do 9º ano do Ensino Fundamental, sob a supervisão da professora responsável pela disci-

plina na unidade escolar e a orientação do coordenador institucional do programa. Ao

longo do semestre letivo, foram desenvolvidas atividades que contemplaram observação

sistemática, planejamento coletivo e aplicação prática de aulas, com ênfase em diversas

modalidades esportivas, como futsal, corfebol, punhobol e atletismo. Todas as ações fo-

ram pautadas nos princípios da inclusão, da diversidade e da valorização da cultura cor-

poral. As atividades foram registradas semanalmente por meio de relatórios reflexivos,

que serviram de base para analisar as experiências vivenciadas e para a construção da

pesquisa.

RESULTADOS

As experiências desenvolvidas no subprojeto PIBID junto à Escola Básica Gaspar da Cos-

ta Moraes evidenciaram a importância da vivência prática no processo de formação do-

cente. Foram observadas práticas pedagógicas que refletiram diretamente os princípios

do programa, especialmente no que diz respeito à articulação entre teoria e prática, à va-

lorização da diversidade e ao protagonismo estudantil. Desde os primeiros encontros,

identificou-se o comprometimento da instituição com práticas inclusivas e com a valoriza-

ção dos diferentes ritmos de aprendizagem. A atuação da professora supervisora foi es-

sencial nesse processo, orientando as atividades com sensibilidade pedagógica, clareza

metodológica e foco na participação ativa dos estudantes. A infraestrutura escolar, com-

posta por quadra poliesportiva coberta, quadra descoberta, pista de corrida e quadra de

areia, contribuiu significativamente para a diversidade das experiências motoras vivenci-

adas. Foi possível observar que tais espaços favoreceram a realização de aulas dinâmicas

e bem organizadas, proporcionando aos alunos oportunidades variadas de aprendizagem

corporal (Darido et al., 2016). Durante o semestre, realizaram-se intervenções em dife-

rentes modalidades esportivas, como futsal, corfebol, punhobol e atletismo. As aulas fo-

ram planejadas de forma colaborativa e, em alguns momentos, optou-se por dividir os

grupos em diferentes espaços ou níveis de conhecimento, possibilitando o aprofundamen-

to teórico de alguns e a prática motora de outros. Essa organização refletiu uma pedago-

gia sensível às diferenças e às necessidades dos estudantes, conforme propõe Kunz

(2010) ao defender a valorização das experiências individuais no ensino da Educação Fí-

sica. Foram momentos de intensa reflexão sobre o planejamento pedagógico, a condução

das aulas e o uso dos espaços escolares. A escuta ativa e a observação constante dos pro-

cessos de aprendizagem permitiram construir saberes docentes contextualizados, ampli-

ando a compreensão sobre o papel do professor como mediador e facilitador da

aprendizagem (Tardif, 2014; Bracht, 2003).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desenvolvimento das atividades no subprojeto PIBID oportunizou aos licenciandos a in-

serção em um ambiente escolar dinâmico, que valoriza a diversidade e o protagonismo

estudantil. A aproximação entre universidade e escola básica revelou-se um espaço fértil

para a construção de saberes docentes, com base na observação, na intervenção e na

análise crítica da prática educativa. Dessa forma, o PIBID configura-se como um instru-

mento essencial na formação de professores comprometidos com a transformação da rea-

lidade escolar, sendo um espaço de construção coletiva, interdisciplinaridade e engaja-

mento ético com a educação pública. A vivência relatada reafirma o valor da docência

como uma prática crítica e significativa, em constante diálogo com as demandas sociais,

culturais e educacionais da comunidade escolar.

REFERÊNCIAS

BRACHT, V. A construção do outro na educação física escolar: entre a negação e a aceitação. Movimento, v. 9, n. 1, p. 11-33, 2003.

CORRÊA, C. M. de S.; CARVALHO, R. P. V. de. Avaliação interna do PIBID UNIVALI: análise dos professores supervisores das escolas de educação básica. Conjectura: Filosofia da Educação, v. 18, n. especial, p. 98-121, 2013.

DARIDO, S. C.; RANGEL, I. C. A. Educação física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2008.

KUNZ, E. Didática da educação física. Ijuí: Unijuí, 2010.

NEITZEL, A. A.; FERREIRA, V. S.; COSTA, D. Os impactos do PIBID nas licenciaturas e na educação básica. Conjectura: Filosofia da Educação, v. 18, n. especial, p. 122-145, 2013.

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAJAÍ. Secretaria Municipal de Educação. Escola Gaspar da Costa Moraes amplia estrutura esportiva. Disponível em: https://educacao.itajai.sc.gov.br. Acesso em: 15 jun. 2025.

TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2014.

TRABALHO 17 · ENSINO FUNDAMENTAL Estratégias de Motivação e o Desenvolvimento dos Alunos nas Práticas de Handebol

Eduardo Willian Provesi · Isaias Eliaquim de Souza · Gabriel Gromicki Zukoski · Maria Eduarda Ramos · Thiago Junges Padilha Santos · Bruno Santos Soares · Glayviane Ketlyn Santos da Silva

Orientador(es): Lisia Costa Gonçalves de Araújo, Thiago Vinicius Bastian
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; desenvolvimento; handebol.

INTRODUÇÃO

O presente trabalho destaca a relevância da Educação Física escolar como espaço privi-

legiado para o desenvolvimento integral dos alunos, considerando a cultura corporal de

movimento como eixo norteador. Utilizando o handebol como conteúdo central nessa cul-

tura, foram analisadas estratégias motivacionais no contexto escolar. A Educação Física,

ao abordar diversas práticas corporais, contribui não apenas para a formação motora,

mas também para o desenvolvimento socioemocional dos estudantes, promovendo inclu-

são, autonomia e senso crítico. Como afirma Darido (2001), “a Educação Física escolar

deve oportunizar experiências significativas com a cultura corporal, respeitando as

diferenças e potencializando o protagonismo dos alunos”.

OBJETIVO

Investigar como as estratégias de motivação utilizadas pelo professor influenciam o de-

senvolvimento dos alunos nas práticas de handebol; estimular a motivação dos alunos

nas aulas de Educação Física; refletir sobre a relação entre professor e aluno; e propor

atividades práticas focadas no ensino dos fundamentos do handebol, promovendo o

aprendizado e o engajamento dos estudantes.

METODOLOGIA

A metodologia adotada inclui a pesquisa da prática pedagógica, de abordagem qualitati-

va, e combinou rodas de conversa, aulas expositivas e exercícios educativos organizados

em sequência pedagógica. Inicialmente, os alunos executavam as atividades conforme

sua compreensão inicial dos comandos. Em seguida, o professor realizava intervenções

pontuais para corrigir erros recorrentes e qualificar os movimentos propostos. Essa abor-

dagem respeita o ritmo de aprendizagem dos alunos e valoriza o processo de construção

do conhecimento. Como destaca Darido (2001), “ensinar exige planejar, intervir e refletir

continuamente sobre a prática pedagógica”.

RESULTADOS

A aplicação de estratégias motivacionais nas aulas com os alunos demonstrou impactos

positivos no engajamento, na participação e no desenvolvimento motor e emocional dos

estudantes. As intervenções valorizaram o diálogo, o trabalho em equipe e o acolhimento,

fortalecendo a relação professor-aluno. Ficou evidente que a motivação é essencial no

processo de ensino-aprendizagem, pois “o professor deve construir um ambiente onde o

aluno se sinta integrado” (Boruchovitch, 2009).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As intervenções pedagógicas mostraram que a Educação Física é fundamental para o de-

senvolvimento integral, integrando corpo, movimento e cultura na formação dos alunos.

O handebol, usado como prática pedagógica, proporcionou vivências que estimularam a

cooperação, a autonomia e a motivação. A cultura corporal de movimento foi o conteúdo

central, permitindo aos estudantes compreender e ressignificar criticamente suas expe-

riências corporais. Segundo Bracht (2003), a Educação Física deve ter uma abordagem

crítico-superadora, entendendo o movimento humano como expressão cultural e social,

ampliando o sentido das práticas escolares e promovendo aprendizagens ligadas ao

cotidiano, à diversidade e à cidadania.

REFERÊNCIAS

BORUCHOVITCH, Evely. Motivação para aprender: aplicações no contexto escolar. Campinas: Papirus, 2009.

DARIDO, Suraya Cristina. Educação Física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

BRACHT, Valter. A constituição das teorias pedagógicas da Educação Física no Brasil e a produção do conhecimento. In: OLIVEIRA, Vítor Emanuel de; GALLARDO, Jorge (org.). Educação Física: fundamentos de uma abordagem crítica. São Paulo: Cortez, 2003.

TRABALHO 18 · ENSINO FUNDAMENTAL Relatório de Estágio – 1º ano

Alison R. Vidal · Alisson S. Souza · Ernan Fonseca · Julia R. de Castro · Maicon M. da Costa · Natalia L. de Souza · Natalia M. dos Santos · Thiago H. Pereira · Yago F. Pereira

Orientador(es): Lisia Costa Gonçalves de Araújo, Margareth Porath da Costa
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; ensino fundamental; brincadeiras.

INTRODUÇÃO

Sabendo-se que o processo educacional está em constante construção e que deve ser

pensado a partir dos sujeitos envolvidos na prática pedagógica, os saberes das crianças

devem ser utilizados pelos professores de Educação Física em suas práticas pedagógicas

(Tonietto e Garanhani, 2017).

OBJETIVO

Verificar quais brincadeiras os alunos aprenderam e brincam em casa; praticar algumas

das brincadeiras trazidas pelos alunos; e apresentar novas brincadeiras, de origem indí-

gena e africana, sugeridas pela apostila utilizada nas aulas, para que os alunos as viven-

ciassem.

METODOLOGIA

Utilizou-se a pesquisa da prática pedagógica, do tipo exploratória, com abordagem quali-

tativa, realizada com os alunos da turma do primeiro ano do Ensino Fundamental I. Reali-

zou-se a prática dos resultados obtidos nesta pesquisa e, em seguida, foram realizadas

brincadeiras de origem africana e indígena, sugeridas pela apostila utilizada nas aulas.

RESULTADOS

As brincadeiras que os alunos mais apontaram que brincam em casa foram pega-pega va-

riados, esconde-esconde e bate-manteiga, entre outras. Também foram praticadas brinca-

deiras sugeridas pela apostila, como amarelinha, elástico, bola de gude, pular corda e

jogo da velha, entre outras. As brincadeiras praticadas de origem africana e indígena

foram: jogo do leão, corda na árvore, mar e terra e cabo de guerra, entre outras.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Verificou-se que muitas brincadeiras se perpetuam ao longo dos anos, sendo passadas de

geração em geração. Apesar de algumas brincadeiras de origem indígena e africana não

terem sido citadas pelos alunos, eles afirmaram que as conheciam anteriormente.

REFERÊNCIAS

TONIETTO, M. R.; GARANHANI, M. C. A cultura infantil e a relação com os saberes da Educação Física na escola. Movimento, Porto Alegre, v. 23, n. 2, p. 517-528, abr./jun. 2017.

TRABALHO 19 · ENSINO FUNDAMENTAL Formação e Constituição do Acadêmico de Educação Física através do PIBID: EEB Professor Pedro Paulo Philippi

Larissa Junkes · Valeria Oliveira Silva · Thayane Lima da silva · Jainara Veber · Gabrielly Fagundes · João Miliovini · Felipe Ferrarezi Pereira · Luciele dos Santos Lima

Orientador(es): Alan de Jesus Pires de Moraes, Lucia Leonor Toaldo
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; docência; acadêmico.

INTRODUÇÃO

O relato de experiência ocorre na EEB Professor Pedro Paulo Philippi. O programa ofere-

ce bolsas de iniciação à docência com o intuito de aproximar os futuros profissionais das

salas de aula da rede pública (Brasil, 2018). A Educação Física escolar promove a inser-

ção crítica do aluno na cultura corporal, transformando-o em um cidadão que irá produzi-

la e reproduzi-la (Darido, 2007).

OBJETIVO

Refletir sobre a formação e a constituição de acadêmicos de Educação Física na escola,

por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência.

METODOLOGIA

Relato de experiência de abordagem qualitativa, vinculado ao PIBID/EF. Local: EEB Pro-

fessor Pedro Paulo Philippi. Período: uma vez por semana, entre segunda e sexta-feira.

Instrumentos de coleta e análise de dados: planos de aula, relatórios de intervenção, fi-

chas de presença e registros fotográficos. Turmas: 5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos. Foram elabo-

rados planos e relatórios diários, com aplicação de planos desenvolvidos de acordo com a

realidade da escola (materiais e espaços), o conhecimento sobre o contexto escolar e a

adaptabilidade dos planos desenvolvidos.

RESULTADOS

Entre as ações desenvolvidas, destacaram-se: a inserção do jogo de xadrez nas aulas de

Educação Física do 5º ano; esportes de invasão, com minijogos no 6º ano; o esporte como

ferramenta de inclusão, com experiências com alunos com Transtorno do Espectro Autis-

ta; a inclusão e a cooperação por meio dos esportes coletivos; e jogos de marca, com

ênfase nos elementos do atletismo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Identificamos que o programa nos possibilita um contato direto com a escola, os profes-

sores e os alunos, contribuindo para a nossa formação. Pretendemos desenvolver nossa

formação e constituição como profissionais. Entre os desafios encontrados, destacam-se:

a participação, a criação de vínculo, o baixo engajamento, os problemas comportamen-

tais e emocionais, a vulnerabilidade social e as limitações de estrutura e materiais.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. PIBID – Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência: apresentação. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/pibid. Acesso em: 11 jun. 2025.

DARIDO, Suraya Cristina. Para ensinar educação física. Campinas: Papirus, 2007.

Seção

Ensino Médio

TRABALHO 04 · ENSINO MÉDIO A formação docente em movimento: a experiência de acadêmicos em Educação Física pelo PIBID no Ensino Médio

Alexandre dos Santos Justi · Artur Henrique Zimmermann · Bernardo José Corrêa · Guilherme de Oliveira dos Santos · Guilherme Éverson de Freitas · Isadora Suiany de Souza Pereira · Lucas Campestrini Nunes · Matheus Sousa Brito · Pedro Ernesto Diedrich Saldanha

Orientador(es): Gilberto Marcelo Zonta, Sarita Cardoso
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; ensino médio; movimento.

INTRODUÇÃO

A Educação Física escolar é essencial para o desenvolvimento integral dos estudantes,

promovendo saúde, convivência e expressão corporal (Darido; Rangel, 2005). No entan-

to, a formação de professores enfrenta desafios, como a distância entre teoria e prática e

a falta de vivências reais no contexto escolar (Tardif, 2002). O PIBID, regulamentado pela

Portaria CAPES nº 90/2024, busca superar esses desafios ao inserir licenciandos na esco-

la básica, promovendo experiências formativas significativas. Este trabalho apresenta as

vivências de nove acadêmicos de Educação Física na Escola de Ensino Médio Prof. Henri-

que da Silva Fontes (Itajaí-SC), em atividades como ginástica, tchoukball, dança, práticas

corporais e esportes de invasão.

OBJETIVO

Desenvolver práticas corporais com alunos do Ensino Médio que estimulem a participa-

ção ativa, a criatividade e a expressão individual e coletiva; proporcionar vivências nas

modalidades de ginástica, dança, tchoukball, práticas corporais e esportes de invasão,

ampliando o repertório motor e cultural dos estudantes; incentivar o trabalho em grupo,

o respeito às diferenças e a cooperação nas aulas de Educação Física; e promover mo-

mentos de escuta, cuidado e reflexão sobre o corpo, o movimento e suas relações com o

cotidiano dos alunos.

METODOLOGIA

As intervenções foram realizadas durante o primeiro semestre de 2025, com encontros

semanais. Os instrumentos de coleta utilizados foram: planos de aula, registros reflexi-

vos, fichas de avaliação e diários de campo. A análise dos dados seguiu uma abordagem

qualitativa, com base em Bogdan e Biklen (1994). As atividades foram planejadas com

base na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nos Referenciais Curriculares Nacio-

nais para o Ensino Médio (RCNEM), priorizando a experiência corporal dos estudantes e

a valorização da cultura corporal de movimento.

RESULTADOS

As intervenções dos bolsistas do PIBID ocorreram com turmas do Ensino Médio, organi-

zadas em cinco eixos temáticos: ginástica (rítmica e artística), tchoukball, dança, práticas

corporais e esportes de invasão. A experiência aproximou teoria e prática, ampliando o

olhar dos futuros professores sobre o papel da Educação Física escolar. A abordagem da

ginástica, inspirada em Kunz (1994) e Daolio (1995), permitiu trabalhar coordenação, ex-

pressão e criação coletiva. Na dança, os alunos exploraram diferentes ritmos, conectando

corpo e identidade, conforme propõe Marques (2001). O tchoukball destacou o jogo coo-

perativo, rompendo com a lógica da competição (Freire, 2003). As práticas corporais de

cuidado trouxeram momentos de escuta e bem-estar, enquanto os esportes de invasão

evidenciaram o raciocínio tático coletivo (Bayer, 1994). “Foi diferente pensar o jogo antes

de jogar”, disse um aluno. Uma bolsista refletiu: “Percebi que ensinar Educação Física é

também acolher”. As vivências revelaram avanços significativos na participação dos

alunos e fortaleceram o compromisso docente dos licenciandos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As vivências no âmbito do PIBID contribuíram significativamente para a formação inicial

dos licenciandos em Educação Física, ao possibilitar a articulação entre teoria e prática

no contexto escolar. A inserção no cotidiano da Escola de Ensino Médio Professor Henri-

que da Silva Fontes favoreceu o desenvolvimento de competências didático-pedagógicas

e o entendimento das demandas reais da escola pública. As intervenções permitiram ob-

servar a relevância da Educação Física como componente curricular que promove não

apenas o movimento, mas também a reflexão crítica, o cuidado de si e o respeito à diver-

sidade. Assim, o PIBID reafirma seu papel como espaço formativo essencial para a cons-

trução de professores comprometidos com uma educação emancipadora e transformado-

ra.

REFERÊNCIAS

BATISTA, M. M.; BRACHT, V. Práticas corporais e subjetividades na escola. Campinas: Autores Associados, 2018.

BAYER, C. O ensino dos jogos esportivos coletivos. Lisboa: Dinalivro, 1994.

BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora, 1994.

DAOLIO, J. Educação Física e diversidade cultural: da prática à teoria. Campinas: Papirus, 1995.

FREIRE, J. B. Educar pelo esporte? Campinas: Autores Associados, 2003.

KUNZ, E. Transformação didático-pedagógica do esporte. Ijuí: Ed. Unijuí, 1994.

MARQUES, I. Dança e educação física: uma proposta de abordagem. São Paulo: Cortez, 2001.

PIMENTA, S. G. Formação de professores: saberes da docência e identidade do professor. São Paulo: Cortez, 2012.

TRABALHO 14 · ENSINO MÉDIO Práticas de Iniciação à Docência na E.E.B. Nereu Ramos

Abigail C. Oliveira · Ian · Victor Pereria · Leonardo Marcos Farias · João Antônio Baittinger da Silva · Kawany K. dos Santos · Luiza Mussi · Maria Antonia Pereira · Yasmin T. F. Correia

Orientador(es): Cristhian da Silva, Kelli Regina Gonçalves
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; docência; ensino médio.

INTRODUÇÃO

Este é um relato de experiências vivenciadas pelos acadêmicos bolsistas do PIBID na Es-

cola de Educação Básica Nereu Ramos. Trata-se de uma iniciativa que tem por finalidade

fomentar a iniciação à docência, contribuindo para o aperfeiçoamento da formação de

docentes em nível superior e para a melhoria da qualidade da educação básica pública

brasileira (CAPES, 2024). No Ensino Médio, além da experimentação de novos jogos e

brincadeiras, esportes, danças, lutas, ginásticas e práticas corporais de aventura, os es-

tudantes devem ser desafiados a refletir sobre essas práticas (BNCC, 2018). A Educação

Física no Ensino Médio deve atender às necessidades dos alunos, e não aprofundar ou

apenas reproduzir os conteúdos trabalhados durante o Ensino Fundamental (Betti e

Zuliani, 2002).

OBJETIVO

Relatar as experiências pedagógicas vivenciadas pelos acadêmicos bolsistas do Programa

Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) na disciplina de Educação Física,

na E.E.B. Nereu Ramos, em Itajaí/SC.

METODOLOGIA

Pesquisa qualitativa (Minayo, 2001, p. 22), do tipo relato de experiência, ancorada em re-

visão documental e bibliográfica, utilizando como base artigos científicos, periódicos, do-

cumentos oficiais e materiais institucionais disponíveis na internet, além de planos de

aula e relatórios de intervenção. As intervenções ocorreram na E.E.B. Nereu Ramos (Ita-

jaí/SC), ao longo da semana, das 13h às 17h, com as turmas do 1º, 2º e 3º anos do Ensino

Médio.

RESULTADOS

As observações e os diálogos com a professora supervisora no campo de ensino, além dos

relatórios acerca de cada intervenção, deram aos acadêmicos a real oportunidade de vi-

venciar a prática docente no Ensino Médio. Por meio de planos de ensino previamente

preparados, pautados na BNCC e no Currículo Catarinense, foi possível desenvolver es-

tratégias para a inserção de diversas modalidades esportivas ao longo do último trimes-

tre. Com esse planejamento prévio, foi possível a organização do projeto interclasses, re-

alizado como uma ação macro ao final do primeiro trimestre, dando a todos os envolvidos

a dimensão da realidade e do contexto da escola, bem como das relações professor/aluno,

professor/bolsista, aluno/bolsista e aluno/aluno. Isso é importante compreender, pois,

como citam Hamre e Pianta (2006), o relacionamento professor-aluno exerce papel im-

portante no desenvolvimento cognitivo, social e emocional dos discentes, influenciando

não apenas o desempenho escolar, mas também o funcionamento social e emocional.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As vivências na E.E.B. Nereu Ramos demonstraram a relevância inquestionável do PIBID

na formação prática e reflexiva dos futuros professores de Educação Física. A presença

dos bolsistas fomentou um ambiente de maior interação e aprendizagem mútua. A expe-

riência no PIBID foi fundamental para consolidar a articulação entre os conhecimentos

teóricos adquiridos na universidade e a realidade da sala de aula. Em suma, as experiên-

cias corroboram a visão de uma Educação Física que transcende a mera reprodução de

conteúdos.

REFERÊNCIAS

BETTI, M.; ZULIANI, L. R. Educação Física escolar: uma proposta de diretrizes pedagógicas. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, v. 1, n. 1, p. 73-81, 2002.

CAPES. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). 2024. Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/ acesso-a-informacao/acoes-e-programas/educacao-basica/pibid.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – Educação é a Base. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 18 jun. 2025.

HAMRE, B. K.; PIANTA, R. C. Student-teacher relationships. In: BEAR, G. G.; MINKE, K. M. (Orgs.). Children’s needs III: development, prevention, and intervention. Washington, D.C.: National Association of School Psychologists, 2006. p. 59-72.

MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

Seção

Educação Física Adaptada e Inclusão

TRABALHO 07 · EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA E INCLUSÃO A Educação Física Adaptada como Ferramenta de Inclusão: Desafios e Perspectivas

Davi Gabriel dos Santos · Gabrielly da Silva Marinho · Guilherme Burgel · Lucas Garcia Fischer · Ludmila Barroso Tomás · Matheus Augusto da Silva · Raianny Gabrielly Gomes de Sousa.

Orientador(es): George Saliba Manske, Tatiana Eli Michel Zukoski
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Palavras-chave: PIBID; inclusão; escola.

INTRODUÇÃO

A Educação Física escolar tem como objeto de intervenção as culturas corporais e de mo-

vimento humano e, além disso, é um espaço de construção de valores, inclusão e desen-

volvimento integral. Quando planejada com intencionalidade pedagógica, promove o

crescimento físico, emocional, cognitivo e social dos estudantes, fortalecendo a convivên-

cia, o respeito às diferenças e a participação ativa na sociedade. A inclusão de alunos

com deficiência nas aulas de Educação Física exige práticas que acolham, estimulem e

respeitem as singularidades de cada um. Isso demanda profissionais preparados, ambien-

tes acessíveis e metodologias adaptadas, que favoreçam a “equivalência motora” e o di-

reito de todos ao movimento e à aprendizagem. O PIBID, na Escola Básica Paulo Bauer,

proporciona aulas mais criativas, reflexivas e inclusivas, além de fortalecer a valorização

do magistério e enriquecer o processo de ensino-aprendizagem com novas metodologias

e materiais pedagógicos adaptados à realidade escolar. A EEB Paulo Bauer está

localizada no bairro São João, em Itajaí.

OBJETIVO

Relatar os desafios e as perspectivas da Educação Física Adaptada na construção de um

ambiente escolar mais inclusivo, considerando a participação ativa de todos os estudan-

tes.

METODOLOGIA

O campo escolhido foi a Escola Básica Paulo Bauer, em Itajaí, com a supervisão da pro-

fessora Tatiana Zukoski. Nesse campo, frequentavam as aulas 8 alunos, em dias diferen-

tes. Quanto à abordagem, adotou-se a pesquisa qualitativa e, quanto ao delineamento, a

pesquisa-ação, a qual, segundo Thiollent (1988, p. 40), caracteriza-se “pela interação en-

tre pesquisadores e membros das situações investigadas”. O método de análise adotado

pelos acadêmicos foi realizado por meio de planos diários e relatórios diários, os quais

permitiram descrever de forma precisa como o grupo reagiu às práticas ofertadas.

RESULTADOS

Foram vivenciados os mais variados contextos da Educação Física escolar. Pesquisas indi-

cam que aulas adaptadas podem aprimorar significativamente as experiências educacio-

nais dos alunos, permitindo que desenvolvam habilidades motoras, se envolvam em inte-

rações sociais e se integrem à comunidade (Kim, 2023). Além disso, a integração de prin-

cípios de educação física inclusiva não beneficia apenas os alunos com deficiência, mas

também promove um ambiente de empatia e compreensão entre todos os alunos

(Alhumaid, 2023).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A experiência do PIBID na Escola Básica Paulo Bauer demonstra a importância crucial do

programa na formação de profissionais de Educação Física, oferecendo vivência prática e

desenvolvendo habilidades para uma pedagogia inclusiva. Para o futuro, o PIBID visa ex-

pandir as práticas inclusivas, criando materiais adaptados e investigando o impacto, a

longo prazo, das intervenções, buscando aprimorar a participação de todos os estudan-

tes. Desse modo, o PIBID atua como um catalisador para uma educação mais igualitária,

formando profissionais capazes de promover a inclusão e garantir o direito ao movimento

e à aprendizagem para todos, reforçando a necessidade de investir em programas que

capacitem futuros professores a serem agentes de mudança.

REFERÊNCIAS

MAZINI FILHO, M. L. et al. A importância das aulas inclusivas de Educação Física para portadores de deficiência. Revista Digital EFDeportes, Buenos Aires, ano 14, n. 139, dez. 2009. Disponível em: http://www.efdeportes.com/.

BEGO, G. A.; ANJOS, J. R. C. dos. A importância da educação física escolar para a formação do indivíduo na sociedade. Revista Saúde UniToledo, Araçatuba, SP, v. 4, n. 1, p. 13-26, jul. 2020.

ALHUMAID, M. Primary students’ attitudes towards peers with disabilities in physical education in Saudi Arabia. Children, v. 10, n. 3, p. 580, 2023.

KIM, M. Characteristics of the educational status of special education schools for the physically disabled in South Korea: through text mining analyses of school goals and school evaluations. Asian Journal of Human Services, n. 25, p. 157-176, 2023.

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